Com objetivo de conhecer os parentes e um pouco mais da história dos Lauschner no Brasil foi realizado no domingo, 29/04, o 8º Encontro da Família Lauschner na comunidade de Linha Ervalzinho, São João do Oeste. O evento iniciou com ato religioso, seguido de jogo de futebol e passeio ecológico pelos locais onde moraram os Lauschner quando da vinda para Ervalzinho, lá no início da década de 1930.

Ao meio-dia a comunidade serviu excelente almoço (mais de 300) seguindo a festa durante toda tarde com muita música. Até a tradicional polonesa e dança da vassoura tiveram vez. Estiveram expostas árvores genealógicas da família. Aliás, este é também um dos objetivos da festa, construir a árvore genealógica. A grande maioria dos dados já pesquisados estão disponíveis na internet no endereço, www.sadi.jor.br. Participaram da festa caravanas vindas de Santa Cruz do Sul, Blumenau, Mato Grosso do Sul, Paraná, Tocantins, Três de Maio, grande Porto Alegre, São Carlos, e de diversos municípios do extremo-oeste catarinense.

A cada edição da festa, mais parentes Lauschner participam da festa para confraternizarem e relembrarem momentos importantes da sua história e de seus antepassados. A próxima edição da Lauschnerfest será realizada em Boa Vista, Santa Cruz do Sul, (local onde a primeira família Lauschner no Brasil foi morar), em 20 de abril de 2008.

Um pouco da história

Os imigrantes Augusto Lauschner e Edwiges Pruefer Lauschner chegaram a Porto Alegre no dia 07 de setembro de 1872, há 134 anos. Ele com 50 anos, ela com 49, lavradores, nascidos em Klopschen (hoje Klobuczyn) na Silésia Prussiana, foram fixar residência em Boa Vista, Santa Cruz do Sul, RS. Augusto e Edwiges vieram com os filhos: Francisco Germano com 20 anos, Luiza com 18, Bernardo com 15, Roberto com 12, Ana com 10, Augusto com 8 e Hedwiges com 6.

Os pioneiros Lauschner na Linha Ervalzinho foram os irmãos Otto, Roberto e Francisco Lauschner, filhos de Bernardo e Rosina, netos do Augusto e Edwiges Lauschner vindos da Alemanha. Os irmãos Roberto, Francisco e Otto, vieram para a então colônia de Porto Novo, que mais tarde se chamaria Itapiranga (Linha Ervalzinho), lá pelos anos de 1930, em função das promessas feitas pelo Volksverein. Roberto foi um dos primeiros professores da comunidade, vereador por Chapecó e mais tarde delegado por Itapiranga. Francisco foi marceneiro e fez os bancos da igreja e outros móveis da comunidade. Já Otto Lauschner, casado com Joana Sofia Back, foi agricultor e líder atuante na comunidade, sendo o presidente para construção da igreja.

Conforme pesquisa realizada pelo falecido padre Roque Lauschner, todos os que no sul do Brasil contam com o sobrenome Lauschner descendem de uma única família vinda da Silésia Prussiana.